06 Julho 2009

Filmes da minha vida: Shelter



Resolvi escrever sobre filmes agora.
A idéia já vinha matutando na minha cabeça, mas resolvi concretizá-la depois de ver “Foi Apenas um Sonho”, com a Kate Wislet e o Leonardo DiCaprio. Achei o filme tããão bonito, que precisava escrever sobre ele!
Outra motivação para escrever sobre filmes foi o ócio que anda o Óbvio Ululante ultimamente. Não sinto vontade de escrever draminhas adolescentes, tampouco de política e/ou assuntos do gênero, que infestam a cabeça das pessoas. Então pelo menos o blog terá um espaço mais cultural, digamos. Quem acompanhar os posts sobre filmes, encontrará a sinopse e uma nota de 01 a 05 (claro, em relação a minha humilde opinião), além de um pequeno “parecer” meu. (hoho)
E é claro que só darei nota baixa em comparativo com outros filmes que postarei futuramente, porque pretendo postar apenas aqueles que tiveram alguma relevância na minha vida. Deste modo, nenhum filme que eu postar ganhará nota 01 ou 02 porque é ruim, mas sim porque comparando com os melhores, ele foi o menos relevante.
Bem, bem, chega de xurumelas. Depois dessa explicação, vamos ao primeiro filme: Shelter (com uma tradução ridícula, ficou em português “De Repente, Califórnia”). Escolhi este para ser o primeiro porque foi o último filme que vi, e ainda está fresquinho na memória. Sacam aquele roteiro totalmente “bilheteria”, “Hollywood”, surfistinhas bombados e Jack Johnson de trilha sonora? Exatamente. Muita mulher gostosa e peituda, muita cerveja, muita onda, muito skate e arte de rua. Não pessoal, eu não estou louco (ainda): eu gostei de verdade do filme.
Ta legal que é um típico roteiro água com açúcar, aquela coisa morna de Sessão da Tarde (e eu assisti no cinema, confortavelmente na sessão das 15h30m), mas eis o melhor do filme (e por isso que vale a pena): o casal principal é composto por dois surfistas gays. Isso quebra totalmente o paradigma que o filme se propõe a ser. Porque o ator principal passa por vários conflitos até descobrir-se homossexual, sente-se responsável pelo sobrinho que tem como mãe uma vadia irresponsável (deu pra perceber que eu não sou imparcial) que troca de homem e tem imã para marginal. Além de tudo isso, ele é artista de rua, sonha em ser aceito em uma escola de Arte enquanto a família (composta pela irmã maldita e o pai roncador) não dá a mínima para os seus anseios.
O que tem o filme de tão extraordinário? Simples: a análise que se pode fazer sobre a família, a sociedade, o preconceito (próprio e de outras pessoas), além de dar outro foco para o típico filme “surf movie”, com um roteiro simples e sutil. E a trilha sonora! Ah, a trilha sonora. Composta por canções de Shane Mack e diversos (recomendo More Than This), é a típica “surf music”, com violão e voz. Em uma palavra: a trilha compensa MUITO. Bem galerinha, quem tiver interesse, recomendado pelo Óbvio Ululante. Não esperem crises existenciais enormes e lágrimas salgadas ao vento, mas se estiverem afim de um filme leve e gostosinho, não se arrependerão.

Título Original: Shelter (De Repente, Califórnia)
Ano: 2007
Gênero: filme estadunidense, típico surf movie. Mas dizem por aí que ele se trata de um drama/romance.
Duração: 97 min.
Nota: não pela relevância, mais pela trilha sonora e pela sutileza: 03

2 pululado(s):

Ivy | 6 de Julho de 2009 19:28

volver. ;D

que bom te ter de volta! :DDD
beeijo, gui

Grazi | 10 de Julho de 2009 11:57

ainda bem, né, nada de abandonar o blog, vou assistir esse filme, certamente.
bjoo amore

quanto ao meu logo, ele é o logo da minha marca de bolsas e afins, e foi desenhado por um amigo designer, beijo de novo.