Filmes da minha vida: Shelter

Resolvi escrever sobre filmes agora.

A idéia já vinha matutando na minha cabeça, mas resolvi concretizá-la depois de ver “Foi Apenas um Sonho”, com a Kate Wislet e o Leonardo DiCaprio. Achei o filme tããão bonito, que precisava escrever sobre ele!

Outra motivação para escrever sobre filmes foi o ócio que anda o Óbvio Ululante ultimamente. Não sinto vontade de escrever draminhas adolescentes, tampouco de política e/ou assuntos do gênero, que infestam a cabeça das pessoas. Então pelo menos o blog terá um espaço mais cultural, digamos. Quem acompanhar os posts sobre filmes, encontrará a sinopse e uma nota de 01 a 05 (claro, em relação a minha humilde opinião), além de um pequeno “parecer” meu. (hoho)

E é claro que só darei nota baixa em comparativo com outros filmes que postarei futuramente, porque pretendo postar apenas aqueles que tiveram alguma relevância na minha vida. Deste modo, nenhum filme que eu postar ganhará nota 01 ou 02 porque é ruim, mas sim porque comparando com os melhores, ele foi o menos relevante.

Bem, bem, chega de xurumelas. Depois dessa explicação, vamos ao primeiro filme: Shelter (com uma tradução ridícula, ficou em português “De Repente, Califórnia”).
Escolhi este para ser o primeiro porque foi o último filme que vi, e ainda está fresquinho na memória. Sacam aquele roteiro totalmente “bilheteria”, “Hollywood”, surfistinhas bombados e Jack Johnson de trilha sonora? Exatamente. Muita mulher gostosa e peituda, muita cerveja, muita onda, muito skate e arte de rua. Não pessoal, eu não estou louco (ainda): eu gostei de verdade do filme.
Ta legal que é um típico roteiro água com açúcar, aquela coisa morna de Sessão da Tarde (e eu assisti no cinema, confortavelmente na sessão das 15h30m), mas eis o melhor do filme (e por isso que vale a pena): o casal principal é composto por dois surfistas gays.
Isso quebra totalmente o paradigma que o filme se propõe a ser. Porque o ator principal passa por vários conflitos até descobrir-se homossexual, sente-se responsável pelo sobrinho que tem como mãe uma vadia irresponsável (deu pra perceber que eu não sou imparcial) que troca de homem e tem imã para marginal. Além de tudo isso, ele é artista de rua, sonha em ser aceito em uma escola de Arte enquanto a fa
mília (composta pela irmã maldita e o pai roncador) não dá a mínima para os seus anseios.
O que tem o filme de tão extraordinário? Simples: a análise que se pode fazer sobre a família, a sociedade, o preconceito (próprio e de outras pessoas), além de dar outro foco para o típico filme “surf movie”, com um roteiro simples e sutil. E a trilha sonora! Ah, a trilha sonora. Composta por canções de
Shane Mack e diversos (recomendo More Than This), é a típica “surf music”, com violão e voz. Em uma palavra: a trilha compensa MUITO.
Bem galerinha, quem tiver interesse, recomendado pelo Óbvio Ululante. Não esperem crises existenciais enormes e lágrimas salgadas ao vento, mas se estiverem afim de um filme leve e gostosinho, não se arrependerão.

Título Original: Shelter (De Repente, Califórnia)
Ano: 2007
Gênero: filme estadunidense, típico surf movie. Mas dizem por aí que ele se trata de um drama/romance.
Duração: 97 min.
Nota: não pela relevância, mais pela trilha sonora e pela sutileza: 03

Tirando as teias de aranha, de novo.

Faz tempo que não escrevo, e confesso que não tenho me motivado para tanto. Sei lá se são as atribulações do cotidiano, trabalho-trabalho-faculdade-casa, enfim. Me sinto em dívida com meus amigos blogueiros também; sinto um prazer tão grande em lê-los, mas nem pra isso tenho achado tempo. Peço desculpas públicas, digníssimos amigos!

Mas quero dizer que hei de escrever e ler mais, agora que estou quase-pseudo-de-férias-acadêmicas. o/

Sorte de hoje: Os tolos e os fanáticos estão sempre seguros de si, mas os sábios são cheios de dúvidas.


O Orkut quem disse. Há.

CCMQ

O melhor da vida não é fotografado. Não é catalogado, contado, lembrado, tampouco é escrito. O melhor da vida, não é eternizado em folhas, em paredes, em músicas ou poemas. Aquilo que a gente viveu de mais feliz, de mais emocionante, fica nas entrelinhas. Assim como o toque das suas mãos, a doçura com que você fala, a forma como olha pro mundo e como o mundo devolve o seu olhar. Assim como o seu sorriso e jeito único de balançar o corpo quando ri, sem graça. Assim como a sua reação ao beijo, como o filme entre nós, assim... como uma nuvem.
Existe forma de explicar uma nuvem tal como ela é? Inevitável as tentativas, mas não conseguimos fazê-lo. Nunca fica como na realidade.
Assim é o encanto que irradia.

Suspiro


Vou desaguar a dor que me invade,
Dentro de um imenso poço.
Destilar minha saudade, esquecer de você.
Vou desistir do teu jogo.

Vou recusar as horas a fio
Que passei pensando em teu corpo.
Tua atitude, suja e vil,
Dará lugar à outro ombro.

Vou derramar suas lembranças em lírios,
Tropeçar no meio-fio da calçada.
Os dias em que respirei martírios,
Dará lugar à risadas.

Me embriagar de outros beijos e abraços,
Vou revidar minha mágoa.
Nas noites de festa, esse cansaço
Será só mancha, só nódoa.

Embebedar meu ser de outros olhos,
Rir alto, falar palavrão.
Esquecer que um dia você existiu
Dentro deste coração.

Vou respirar outra manhã de outono,
Dar fim às promessas de amor.
As juras que hoje invadem minha mente,
Terão um novo sabor.

E os encontros marcados e não idos,
Sua surdez. Sua mudez.
Vou recuperar o tempo perdido,
Esquecer sua desfaçatez.

Vou me aventurar em outros mares (e corpos)
Beijar outras mãos, ler poesia clichê
Vou me curar entre goles e copos,
Vou me perder de você.

Suas palavras de carinho,
Sem importância, vou publicar.
Vou derramar suas fotos no lixo
Sem ter o que amargar.

E se, por ventura, você me esperar
Em qualquer esquina de novo,
Vou preferir te ignorar.
Vou refazer meu consolo.



Porto Alegre, 30 de abril de 2009.

 
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